domingo, 13 de abril de 2014

FREEZING!!!!!!

Parado se congela!!!!!!!!!!
Já repararam que quando estamos muito tempo parado, lendo, vendo TV, no computador, entre outros locais, nossos músculos começam a parar.

Sentimos o CONGELAMENTO chegar (FREEZING). Que tal fazer alguns movimentos, amplos, de vez enquando? Ou mesmo estabelecer uma rotina de levantar-se após a leitura de 4-5 páginas de um livro, jornal, ou no intervalo comercial da TV, ou a cada 15 minutos na frente do computador? 2 ou 3 minutos serão suficientes para 'lubrificar' a musculatura: - agachar-se e levantar várias vezes - marchar com o joelho alto, no mesmo lugar - levantar os braços.
Outros exercícios de alongamento podem ser realizados neste tempo.
O importante é mexer a musculatura, senão ela enferruja...

DINHEIRO NOS BOLSOS
  Uma coisa que acho terrível é pegar dinheiro e depois guardar o troco.
A Mão Boba, já falada anteriormente, custa a obedecer as ordens dadas aos dedos para mexerem na notas de dinheiro e as arrumar fora e dentro da carteira.
Qual solução adotei para isso? Colocar o dinheiro dividido em notas, por exemplo, de R$ 2,00 e 5,00 em um bolso, noutro notas de R$ 10,00 e 20,00, e, se for necessário, nota de R$ 50,00 noutro bolso. Assim quando for efetuar um pagamento vou direto ao bolso que tem a nota mais próxima.
         E o troco? Este é colocado no bolso que estiver mais vazio.
         E tente não se aporrinhar com as pessoas que estão atrás de ti na fila do banco, na bilheteria do cinema, no supermercado....
         Cuidados com os ladrões de carteiras, sue alvos prediletos são os véinhos que andam de bengala na rua.

  Eu já fui assaltado em plena rua de movimento no centro de Porto Alegre. Enfiaram a mão nos dois bolsos das calças e levaram minha caixa de remédios. Se deram mal...depois me empurraram para o chão.

sexta-feira, 7 de março de 2014

LEVANTAR-SE DA CAMA

É comum a nós PK termos dificuldades de nos levantarmos  da cama.
Pela manhã, sugere-se fazer alguns alongamentos tanto para as prnas quanto para os braços, ainda deitado.Mas e de madrugada?

Um sistema que passei a usar recentemente, foi o de puxar-me por uma corda. Prendi uma corda com nós de frade aos pés   da cama e 'me puxo' por ela fazendo esforço nos braços e não nas pernas. 



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quarta-feira, 5 de março de 2014

Pernas em
"Z"
Sabe, aquela dificuldade em levantar-se do "trono"?
Para facilitar coloque um corrimão preso à parede para puxar-se e sair do vaso.
E quando não tiver isto disponível?
Fique com as pernas em  "Z", isto é, recolha os pés para uma linha que fique com os mesmos atrás dos joelhos, sola do pé no chão.
Ou seja, faça um "Z":
- coxa na horizontal
- perna obliqua
- pé na horizontal

dê um impulso com o corpo para freente jogando as duas mãos unidas como um martelo de cima da cabeça para frente.


sábado, 11 de janeiro de 2014


APRESENTAÇÃO

 

Sou Milton Ferraz Hennemann, nascido em 1950, fui diagnosticado com a Doença de Parkinson aos 47anos de idade.

Para mim, à diferença dos demais Parkinsonianos (Pk), não foi muito dramático pois meu Pai também tinha sido um Pk, e aceitei a doença com mais compreensão.

 

Naquela idade, 47 anos, estava no serviço ativo do Exército, tendo chegado aos 53 ao posto de General de Brigada na ativa, sendo este,  o EB, grande paixão de minha vida.

Trabalhei até os 53 anos de idade quando então senti que poderia vir a prejudicar o meu serviço profissional que, acredito, tão bem desempenhava.

 

Em novembro de 2003 entrei para a Reserva do Exército e um ano depois fui reformado.

Os anos de 2004, 2005 e 2006 foram anos de uma depressão muito acentuada. Lembrei-me que quando mais jovem acreditava que quem se deprimia é por que não tinha o que fazer, e assim sobrava tempo para tal situação. Aí comecei a me doar para trabalhos voluntários. Entre um  e outro destes trabalhos é que escrevi este livreto que espero que contribua para os Parkinsonianos, seus familiares e cuidadores vivam melhor  superando tais vicissitudes da vida.

 

Atualmente vivo sob a seguinte idéia: A mente é quem regula o como vivemos, e o corpo segue as suas ordens. Certamente o Parkinson nos impõem limitações na capacidade de realização de movimentos, assim como tanto outro deficiente tem seus limites. Cabe-nos tentar supera-los com a nossa determinação, impondo nossa razão às nossas  condicionantes físicas tendo-se a consciência que não poderemos alcançar aos 100% de que tanto gostaríamos mas podemos fazer 20-30 % a mais do que nosso organismo, sem estímulos, poderia nos dispor.

 

O que escrevo a seguir é uma compilação de idéias de vários escritos que já li, de várias palestras às quais tive acesso, tanto assistindo-as bem como lendo-as, livros, pesquisas na internet  e experiências próprias.

 

A parte médica e medicamentosa deixo a cargo dos respectivos profissionais,  ficarei somente com a parte da vida, do dia do Parkinsoniano.